
Arroz, tu sabes. Charque é a carne sêca. Tu tomas do charque gordo, isto é, com um pouco de gordura, e deixas de molho, na água, de uma noite para o dia: para sacar o sal demais. então, pique, no tamanho que bem te parece ao olho e ao gosto. Mas não pense em passar pela máquina de moer, que isto "tira a vida" do charque. Aí, tomas do arroz cru e do charque também cru e picado e levas à panela com água. Água fria, fogo baixo e panela de ferro dita "a única que dá o gosto". O único tempero do arroz é o sal, quando o carreteiro é aut~entico. E a única gordura é mesmo a do charque. Tal como faziam os carreteiros, alguns centos de anos cruzando todo o Rio Grande nas suas carrêtas.
Arroz, tu sabes. Charque é a carne sêca. Tu tomas do charque gordo, isto é, com um pouco de gordura, e deixas de molho, na água, de uma noite para o dia: para sacar o sal demais. então, pique, no tamanho que bem te parece ao olho e ao gosto. Mas não pense em passar pela máquina de moer, que isto "tira a vida" do charque. Aí, tomas do arroz cru e do charque também cru e picado e levas à panela com água. Água fria, fogo baixo e panela de ferro dita "a única que dá o gosto". O único tempero do arroz é o sal, quando o carreteiro é aut~entico. E a única gordura é mesmo a do charque. Tal como faziam os carreteiros, alguns centos de anos cruzando todo o Rio Grande nas suas carrêtas.